Dicas de Saúde    
         
    Teste da orelhinha: Por que tanto cuidado com a audição?    
         
   

Você tem certeza de que seu filho escuta?

          Assustar-se com a porta que bate, com o som de um objeto que cai, reagir a vozes. Nada disso garante que a audição da criança é normal. Alguns sons da fala são muito fracos e a criança precisa ouvi-los para poder falar.
Só o Teste da Orelhinha pode garantir que a criança escuta bem. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que todas as crianças façam o Teste da Orelhinha durante o primeiro mês de vida, porque:

- A criança que escuta mal não fala como as outras.
- A surdez em crianças é mais freqüente do que as doenças testadas pelo Teste do Pezinho.
- Metade das crianças surdas não tiveram alterações durante a gestação e/ou parto e não têm pessoas surdas na família.

          O bebê que não ouve não consegue contar isto a seus pais. A surdez é invisível. Crianças que ouvem mal têm a mesma aparência das crianças ouvintes. Sem o Teste da Orelhinha, a diferença se manifesta muito tarde: quando a criança não fala, demora para falar, fala errado, parece distraída, "às vezes ouve, outras não", "só ouve quando quer".
É comum a crença de que "a criança é muito nova para ser submetida a avaliação auditiva". Recomendar o Teste da Orelhinha para todos os recém-nascidos é uma conduta responsável por parte do profissional que atende o bebê.

          O Teste da Orelhinha é feito com Emissões Otoacústicas, o método mais atual para identificar perdas auditivas em neonatos. O teste é rápido, seguro e não causa desconforto para o bebê.
Cuidado com conclusões como: "É óbvio que o bebê escuta. Ele olha quando eu agito as chaves". Testes de audição caseiros ou feitos por pessoas não qualificadas podem facilmente induzir a resultados falsos. Procure um fonoaudiólogo experiente e com formação em Audiologia Infantil para fazer o Teste da Orelhinha em seu bebê.

* Fonoaudióloga, Doutora em Ciências dos Distúrbios da Comunicação Humana, Especialista em Audiologia pelo CFFa, especialista convidada do Comitê Brasileiro sobre Perdas Auditivas na Infância, membro do Grupo de Apoio à Triagem Auditiva Neonatal Universal (GATANU – www.gatanu.org).

   
         
         
   
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